ATITUDES
Tendo como pano de fundo o tema: Atitudes que constroem resultados estratégicos, o XX CONCARH - Congresso Catarinense de Recursos Humanos convidou cada um dos participantes a refletir sobre Atitudes no cotidiano do trabalho e de suas vidas.
Já na abertura, brilhantemente o palestrante, repassou numa panorâmica geral, o grande diferencial que representa a área de Recursos Humanos na atualidade. Infelizmente ainda há algumas empresas que não consideram o RH como estratégico. No entanto, estas, perdem, pois o RH não só é estratégico como é a solução para diversas necessidades da organização.
Dentre este tema instigante, a abordagem dos diferentes palestrantes tocou na questão central de se ter atitudes diferenciadas seja no que se refere às Relações Trabalhistas, ou na questão do comportamento dos colaboradores até a questão da Liderança.
As abordagens trouxeram foco específico e por vezes até mesmo técnico-científico dentro dos temas da Psicologia, Cultura Mundial e até da Mitologia, como forma de fazer analogias e contribuições não só didáticas, mas de profundo conteúdo aos temas direcionados a área de gestão de pessoas, ou como sugerido, de Potenciais Humanos.
A mudança ou cuidado com as Atitudes foi a temática central e perfeitamente visualizada através dos diferentes temas abordados. Na questão das relações trabalhistas, o grande desafio das atitudes gerais de uma empresa é o de cuidar do bem estar do individuo enquanto ele está no trabalho e na relação casa-trabalho-sociedade. O que no passado não era visto com muita preocupação hoje deve ser o principal foco, pois a Lei está centrada na proteção do indivíduo e de seus interesses, considerando-o hipossuficiente, ou seja, caracteriza o estado de uma pessoa que sobrevive com o mínimo de condições, ou em outras palavras, numa tradução literal, um miserável. Ora, bem sabemos que na maior parte das vezes não é assim, no entanto, a Lei prevê essa abordagem, portanto, cabe as empresas adotar medidas que preservem direitos em acordo com os deveres de cada profissional.
No aspecto do comportamento o ponto central da abordagem demonstra de um lado o perfil diferenciado de cada individuo e ampliado com o ingresso da Geração Y (considerada a geração das pessoas com faixa etária até os 25/30 anos) e de outro lado a importante missão do RH de atuar estrategicamente e operacionalmente, considerando esta variedade de diferenças. Talvez estejamos de fato caminhando para uma empresa focada na individualidade no que se refere às relações do trabalho. Um mínimo de ações poderá ser padrão, mas grande parcela de aspectos terá que passar pelo crivo do individual, da transparência e das oportunidades de carreira dentro da empresa ou fora dela. De contratar e recontratar profissionais, de inovar em todos os sentidos, pois além da questão das individualidades que devem ser consideradas, já se fala fortemente do "apagão" de talentos, ou seja, a escassez de mão-de-obra qualificada.
Já no quesito Liderança a abordagem propõe um novo modelo. Espera-se para os tempos atuais um líder focado em Transformação. Modelos como a simples proteção dos liderados ou o da imposição e busca de resultados pelo poder já caíram por terra. Espera-se hoje, um líder que aprenda a se conhecer, que aceite seus potenciais e suas limitações, que trabalhe com outros líderes totalmente diferentes dele, pois não é possível encontrar num só profissional todos os estilos que uma organização precisa para ser focada e estratégica. Sendo assim, os diferentes se apóiam justamente pelas diferenças e não se busca mais a semelhança entre eles. Num sentido mais amplo este Líder terá que ensinar o outro a aprender. Surge um tempo em que aprender a aprender tem um valor destacado e em que o líder será avaliado pelo seu potencial de transformar pessoas em profissionais de resultados. Resultados estes, individuais, de acordo com os potenciais de cada subordinado.
Em resumo, é um novo tempo, de profundas mudanças que já vem se modelando há anos, mas que agora, bate às portas das empresas e dos profissionais de forma insistente e imperativa, sugerindo que a mudança é algo para fazer ontem.
Sendo assim, empresas, profissionais e gestores provavelmente empreenderão movimentos profundos em: Autoconhecimento; Plano de desenvolvimento e apoio de Aconselhamento externo; Uso de seus potenciais ao máximo, através de atitudes focadas; Transformação da realidade e das pessoas.
O Cedeha conectado com essa reflexão busca alinhamentos dentro do que for necessário para ser cada vez mais assertivo nestes tempos urgentes, de transformação da sociedade, do diferencial no perfil dos profissionais e dos desafios em identificar e desenvolver Potenciais Humanos.
Ivone Karsten Congressista do XX Concarh. Maio 2010.
|