Entramos na Primavera, no horário de verão, atravessando um longo período de retração no mercado de trabalho. E, agora chegando já em Outubro, qual o balanço e o que podemos esperar ou mesmo fazer daqui para frente?
Conforme matéria divulgada no Jornal O Correio do Povo de outubro, nº 6271, o saldo nos últimos meses foi positivo.
Há um comparativo interessante entre números de admissões e demissões em Santa Catarina e Brasil, comparando-se os anos 2008 e 2009, no período de Janeiro a Setembro.
Acompanhe na Tabela abaixo:
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DADOS |
SANTA CATARINA |
BRASIL |
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2008 |
2009 |
2008 |
2009 |
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Admissões |
950.005 |
700.004 |
16.659.331 |
12.272.201 |
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Demissões |
876.099 |
658.443 |
15.207.127 |
11.339.550 |
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SALDO |
73.906 |
41.561 |
1.452.204 |
932.651 |
Fica bem fácil de visualizar que o saldo mostra que de 2008 para 2009 houve uma razoável perda em termos de opções de emprego. Em Santa Catarina 44% a menos de empregos do que em 2008 e no Brasil 36% a menos.
Essa realidade comprova que não se trata apenas de um sensacionalismo, mas sim de uma realidade que com certeza muitíssimos profissionais sentiram na pele e ainda estão sentido, diga-se de passagem. A crise veio sim, e todos, profissionais e empresas tiveram que buscar estratégias para se manter e sobreviver.
Agora, passados já praticamente 12 meses, desde o período em que aqui no Cedeha, nos deparamos com várias empresas cancelando suas vagas em aberto, já se respiram outras realidades, no entanto, ainda há que se ter cautela e muito a crescer para alcançar índices de anos passados.
No entanto, há quem diga que as crises são ótimas para repensar uma série de situações e aspectos pertinentes a empregabilidade ou no caso da empresa, a continuidade do negócio.
Então o que fazer?
Há que se ter criatividade e muito senso analítico para avaliar e decidir cada passo. No caso dos profissionais, é essencial que busquem a empregabilidade em atividades temporárias se não conseguem obter as efetivas e que também se preparem desde já para um mundo em que o emprego caminha fortemente para a atuação autônoma, consultiva, e de prestação de serviços. Essa ideia que temos dos contratos de trabalho com Carteira Registrada precisam ser repensados, já que nossas leis trabalhistas são muito antigas e em muitos casos não se encaixam aos novos parâmetros empregatícios que a evolução natural do mundo sugere.
Há que também se perceber que sem evolução pessoal, técnica, mas essencialmente comportamental, não se conseguirá boas oportunidades. O emprego é de quem se prepara e de quem desenvolve aspectos comportamentais favoráveis e adequados.
Vale a pena ainda checar o que o futuro nos aguarda em termos de trabalho. Em matéria escrita por Paula Minozzo, acompanhe dados citados em um estudo da USP - Universidade de São Paulo, que contou com a opinião de 208 especialistas, avaliando opções de futuro. A coordenadora da pesquisa de Carreiras de Futuro, Renata Spers, diz que o estudo lista as carreiras que estarão em alta até 2020.
Na lista, as profissões que lidam com o meio-ambiente, foram supervalorizadas pelos especialistas. Em entrevista para o Jornal O Liberal, de Belém, o gestor ambiental Maurício Maruca defende a necessidade de profissionais no mercado. "A necessidade por especialistas treinados para esse setor é de fundamental importância para que as empresas voltadas ao meio ambiente consigam desenvolver seus projetos de combate ao aquecimento global, e ainda fazer que isso crie novas oportunidades." De acordo com O Liberal, 85% dos entrevistados a economia deve crescer 25% no próximo ano, abrindo também, portas para o crescimento de novas áreas de gestão ambiental no mercado. O pesquisar e professor Daniel Estima de Carvalho, do programa de estudos do futuro da USP, menciona uma profissão relativamente nova, e que promete uma boa área de atuação no mercado: O Gerente de Eco Relações. "O profissional de Eco Relações é responsável pelo contato da empresa em que ele atura, com a comunidade, organizações ambientais e o governo. Ele tem o papel de fazer a ligação entre estes, para informá-los sobre a relação da empresa perante o meio-ambiente. Deve checar como ela utiliza os recursos ambientais, se ela não degrada o meio-ambiente, e enfim, passar isso para a sociedade de maneira correta - explica o pesquisador. Outra área também escolhida pelos especialistas, foi a Engenharia Ambiental. A profissão se destaca pela atual preocupação do mundo em preservar o meio-ambiente. A maioria das vagas de trabalho, devem surgir para atividades como pesquisa por materiais e processos industriais menos poluentes e transformação e conservação de recursos naturais já existentes.
Profissionais para o Lazer e Turismo também estão em alta devido a busca da população por um estilo de vida mais saudável. Isso, hoje em dia, favorece o mercado de atuação da área. Profissionais ligados a gastronomia, educação física e terapias podem ter vagas promissoras no mercado de trabalho. A demanda pelos profissionais da Engenharia de Alimentos, outra profissão que se destacou no estudo, reflete a procura da sociedade por hábitos alimentares e alimentos mais saudáveis. O Engenheiro de Alimentos é responsável tanto pelos processos de produção, quanto a conservação alimentícia. Já a eleição das áreas de Farmácia e Bioquímica como profissões promissoras, deve-se ao aumento da expectativa de vida da população.Na faculdade, entre as matérias que a área exige, estão química e anatomia e disciplinas mais específicas, como parasitologia, microbiologia e imunologia.
E para quem gosta dos meios virtuais, uma boa notícia. A Engenharia da Computação, que lida com os ambientes eletrônicos, está em alta e promete boas aberturas de vagas no mercado.
Texto elaborado, estruturado e adaptado por:
Ivone Karsten - Consultora Pessoal - Cedeha - Outubro 2009 |